Domingo, Dezembro 27, 2009

Canção da américa(?) [-]

"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito."

Sempre prezei por esse sentimento. Tanto é que, pelo que eu acho, na grande maioria das amizades que eu tenho, não podem reclamar tanto assim. Aparte dos meus defeitos de ser chato e teimoso e por vezes cruel, sei que dou meu feedback além do necessário aos queridos do meu coração. Eu ouço, compartilho, busco e entretenho. Trago lanche, compro presente fora de época, faço rir mesmo sem ter muito o que falar, precisou to aqui, mesmo pra um amigo semi;ou ausente mesmo.

Mas eu sei que faço mais do que precisa. Sem ser presunçoso demais, digo que faço sim pra muitos amigos mais do que recebo deles, minha ex já dizia isso, e na época eu cheguei a negar um fato que hoje a mim é tão claro quanto minha pele tatuada. Outra coisa é o meu lance de preservar a amizade do ponto onde ela parou depois de muito tempo - isso está me cansando.

Por partes. Eu sou mais amigo que muitos amigos meus me são. Não que não tenha os amigos de ouro, que sem os quais eu não seria nada, mas é uma verdade constatada. Eu vejo isso quando eu pego e viajo quilômetros para ve-los, perco sono, trago comida sem pedirem, faço frentes, apresento amigas, e não recebo muito em troca. Aliás, há casos de amigos que resolveram mudar 312% comigo, e eu nem sie bem o que eu fiz, não se diz. Há os bons amigos aos quais eu chego e quero aproveitar e dizer "e ai, beleza? Que saudades!". Amigos de verdade, que eu confio. Tenho alguns espalhados em varios lugares. E há esses amigos supracitados que me dão vontade de dizer "Oi! E aí, desculpa?"
É foda.

Isso culmina numa regra antiga minha de preservar amizades long term. Claro, amizade de longa data, que coisa mais legal, mas tem vezes que o amigo muda pra pior. A verdade é que todomundo muda um tanto em tanto tempo, e ao longo do tempo o maig já não é mais o mesmo mas eu me refiro aos amigos que mudaram totalmente em um espaço curtissimo de tempo. Aqui em Foz, nas minhas férias, eu contava nos dedos a hora de chegar e partir pros rolês eternos. Hoje, eu já torço pra um e outro não comparecerem, ou se não, explicar o que está acontecendo. Penso que se aculpa fosse realmente minha, e fosse algum motivo plausivel, haveria um conserto e voilá. É só mais fácil de pensar isso, ainda que isso seja improvável (não pelo motivo não poder ser meu, mas pela sinceridade que falta em algumas amizades).

Eu tive o suficiente hoje a noite desse tipo de coisinha. Me incomodava ha tempos, mas hoje "I hit the ceiling" na festa de aniversário de um amigo. Segredinhos escancaradamente mostrados aos meus próximos, na minha frente, e a mim escondidos...descontinuidade de papos, fofocas fofocadas baixo mas audivelmente....sério. Deu.

De certa forma é ironica a escolha do vídeo de conclusão do texto, mas a bem da verdade é que a letra é perfeita. Meu irmão acertou em cheio quando escreveu.



A nova regra da casa é: vou ser amigo a medida da resposta amizadística do outro. É legal, tá ali, também estarei, pro bom e pro ruim. Fez a linha cuzão por esporte, mudou e despreza até não poder mais, recebe isso. Assim, simples.

2010 foi feito pra eu focar nos amigos que me fazem querer ser melhor, que me espalham coisas boas e legais. Que me ajudam a ser uma pessoa melhor, e acreditam em mim apesar de mim mesmo. Leo hermano, Robz, Yza, Leo Gaúcho, Maicon, Rebiscoito, Camila S., Na, Rodrigo Maia, Tih, Gih, Gabriel D.+outrinhos mais que eu não vou escrever: Eu amo vocês.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Fake Plastic Trees / High and Dry [-]

Dessa vez, o título me soou muito mais apropriado que das últimas vezes.
Das outras eu tive que ouvir músicas, pensar a respeito, analisar o que tinha e não a ver...mas dessa, eu já cheguei com o título dúplo em mente.

Eu não devia estar acordado a essa hora, não devia estar escrevendo pensamentos precipitados, mas quando há recencia de um ocorrido, meu alarme dispara e eu tenho que escrever, por em um rascunho e analisar pra vida. De novo, um cardio-deslize.
Primeiro Gabe (mas isso já é assunto superultraoverpassed e analyzed) daí em 2 meses, dois casos iguais de Fast food sentimental stuff: Pega, aproveita, larga sem muitos ou nenhum aviso.

Afinal de contas, o que é isso? É assim que funciona por aqui em Sampa? Não, é generalizado, em qualquer lugar. E devo admitir, para uns é absolutamente conveniente. Você mira, pega, e tchau. Eu pensei que fosse assim com os amigos mais canalhas ou "oldschool machos" assim ditos, só que não. Ultimamente só exemplos femininos, e não só comigo, mas de amigas me contando, orgulhosas do "-comi, peguei e saí HAUHAUOHAUO". *sigh*

Minha velha essência cristã vem a tona sempre em horas que eu já me esqueci de um amor maior que esses aí e me lembra: é puro vento isso tudo. Dá pra sentir (o amor,) chegar até meio perto (de um), mas de um amor MESMO,"bpa" e tal (bom, perfeito e agradável) , não.

Aqui fora é assim mesmo, sem garantias, promessas ou até mesmo continuidade. Em uma linguagem de cinema, o amor por esses estúdios é lotado de erros de continuidade. Uma cena não leva necessariamente a próxima que dá seqüência e significado a história.

Dessa maneira são meus romancinhos.( bem inhos) :

"Ele sai, conhece alguém interessante e a ver, que tem gosto por músicas parecido e que na tela é bonita e carinhosa. Então, quando a cena deveria levar ao telefonema ou segundo encontro em alguma livraria, restaurante ou parque, não leva. Acaba no cara parado com o celular na mão, levando a cancela das ligações ou o ignoro das mensagens, e a tela escurece com "Fin"."

É falso, inebriante, vicioso, te deixa acostumado em urgir por mais, e você não consegue muito mais que sexo, pura troca de fluidos. Ou nem isso. Só acaba no meio do processo, sem aviso prévio.

Não é devaneio puro e simples. É lição divina, e eu sei. Não sou auto-suficiente em nada, principalmente em amores. Só não consigo voltar pra onde eu estava, pela qualidade do povo que também estava e que me deixou na mão quando eu mais precisei.

Sei que lá amores também não são garantidos tal como cá. É só sufocante aguentar essas frustraçõezinhas a cada lábio que toca os meus. E eu canso disso de tempos em tempos.

Truth is:
"If I could be who you wanted?
If I could be who you wanted?
All the time
All the time

I lost myself
I lost myself"

Fix me up. There's someting wrong with the machine I have.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Not on top [+]

Fim de ano.
A época já é desesperadora para reles universitários, quem diz o que é para um reles universitário AND estagiário semi-virgem de trabalho? É coisa. É "treva", já diria a Nih. E eu estou sentindo o peso dissos agora agora. Gasto minha hora a mais de sono que teria só pra poder dormir as 6 de costume mais tranqüilamente (e viva a trema!) escrevendo sobre, aqui.

Receber comidinhas de atenção no trabalho, ser cobrado, ter dificuldade em achar as coisas que pedem, de elaborar os textos, pressão..fora isso, ainda tem grupos meabocas na faculdade e o trabalho sobra todo pra mim , meu lance do sentimentalístico semi correspondido E finalmente, a desfamília.

Como eu gostei de falar por temas (e ficou mais fácil de achar depois), vou repetir a fórmula:

[Faculdade]
Uma vez a minha ex me disse que eu ajudava demais e recebia ajuda de menos. Agora fez sentido, e eu resolvi agir. Em um trabalho de grupo de 3 pessoas (2 "redatores" e 1 "diretor de arte"), o diretor de arte resolveu parar de ficar só fumando maconha e produziu peças. Só que ainda faltavam os textos, alguns. Quando ia fazer..achei o email do terceiro integrante - que diga-se de passagem, não escreveu nada no outro trabalho que fizemos os 3 - e passei a fita. Em outro trabalho, um piá que acabou sobrando de grupo não fez nada na primeira parte do trabalho e ainda reclamou que eu não arrumei a segunda parte do trabalho pronta pra ele modificar apenas e entregar. Tive contratempos decorridos de outro trabalho monstruoso que me ocupou horas de trabalho e não apareci no dia da entrega. Espero que ele tenha conseguido.
Me ajudem, eu preciso dessa vez, ficar sem fazer tantas dessas coisas, porque ainda tem oooo...#cqc...

[Estagiabalho]
"-Meeeu vô de New Balance!" Já diria o Fustin/Bustin/Glonson/Jansen/Justin. Resume o sentimento (acho que eu uso "resume o sentimento" demais, virou bordão sem querer, mas voltando..). Eu me perco nas ordens e nos pedidos e nas prioridades e nas palavras dos superiores. Realmente, ser o único estagiário ali é foda.
Engolir seco dicas de moda, piadas que correm todos os emails - menos o meu - envolvendo foto minha , ironias fáceis de devolver, também fazem parte. E lá vou eu, saindo de lá todos os dias achando que me perdi pra fazer o que fiz, e com o sentimento de que deveria ter feito ainda mais. Duro é seguir os conselhos dos amigos e "me destacar". Só se agora for com o bico que me consome quando eu fico de cara (e quem conhece, sabe a hora e como ele surge e não desaparece). Mas vamos lá né, vai mudar pra perto (PRA PERTO é um termo muito irônico nessas horas, juro) do Parque Burle Max e eu vou ter que dar um jeito de ir pra lá nos mesmos horários.

Acho que vou começar a dormir na carteira da faculdade, pra dar tempo de dormir e ir trabalhar.
BOM, aí atrelado a isso ainda tem

[Sentimentalismos]
Ah, eu gosto da guria e isso ja faz muito tempo. Meu irmão que sabe bem. vão uns 3 anos nisso. Me perdi por aí, como diz a letra dos mutantes, mas o carinho sempre ficou. E agora que eu estou muito me dispondo a ter frequencia de visitas interestaduais, percebo que aquela empolgação que um dia houve sobre mim, não é bem assim. Muita coisa se passou desde que ela partiu de intercâmbio, a gente se viu umas 2x desde então - hahaha - e sempre eu fico pensando muito sobre. Acho que é um dos meus tópicos favoritos.
Eu sei como ela costumava se dirigir a mim, a empolgação, as palavras bonitinhas, e elas meio que custam a sair agora. Não reclamo das palavras que saem, mas inúmeras vezes eu me sinto como se estivesse incomodando, atrapalhando algo, e por querer fazer bem demais a ela e ganhar as massagens de ego que ela sabe dar em doses certeiras, eu me preocupo além da conta e ponho em risco a missão.
O bom é que ela sabe lidar comigo. Some uns dias do msn, fala pouco por lá, controla minha ansiedade e gosta das palavras que eu digo. E sabe como me animar com uma linha ou duas apenas, sem precisar queimar litros de palavras que nem eu. (Queimar litros é sensacional).
A ela eu guardo minha vontade e saudade. Como eu já percebi que sou incompatível com o modelo paulista de "mina", por exemplos inúmeros, fico na torcida pra chance dela vir - com as sardas, a pele cheirosa e a voz que sempre fala meio timidamente que eu sou lindo - pra cá sejam as que darão certo. Aí eu penso em como rouba-la pra mim e ser feliz com alguém que me gosta, mesmo sendo verborrágico, prolixo, chato.

[A desfamília]
É cada vez mais chato responder a perguntas como "e a sua mãe, tá feliz? Tá bem?". Mesmo porque, eu nem sei. Deve estar, e bem ocupada pra contar. Minha irmã veio de Curitiba pra Sampa afim de passar uns dias com ela, insistindo pela 312˚vez e sabendo que não ia dar certo. Of course, não deu. Passou dias em casa, tendo brigas bestas com a minha mãe, não saiu pra fazer nada porque minha mãe cuida da nova sogra velhinha e não tem tempo pra sair com ela. Ou pra passar pegar minhas roupas acumuladas ha mais de 2 semanas. Diz que é obrigação do meu pai dar a grana pra pagar essas coisas.
Ela ainda acha que é uma questão de dinheiro. É sempre ele, o dinheiro. Minha mãe tá renegando a família original pra se dedicar a nova. Parece coneversa pra psicólogo ouvir, mas não. Ela conseguiu que eu me decidisse a chama-a pelo nome. Particularmente eu acho horrível casos - como o meu pai mesmo - de gente que chama os pais não por pai ou mãe. Mas esse é meu protesto, pra ela perceber a que nível de afastamento ela tá me levando.
Enquanto isso, meu pai manda a grana...em dia incerto...mas manda. E fim.

Esse ano já deu. Mesmo. Quero uns dias em buenos aires com meu irmão, tatuagens e risadas e abraços e carinho da família que eu consegui salvar comigo.

Porque tá difícil, eu to penando, mas eu estou levando.
Não me sinto muito por baixo nem nada mas também



baby, I'm not on top neither. Yeah Whatever.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Maybe I'm Just Tired [-]

Não, eu não ando só triste ultimamente. Quando eu escrevo aqui, parece que é só isso, só texto inclinado ao [-]. Mas o [+] eu usei em outro blog meu, de crônicas, pra falar. Foi tão bom, tão bonito, que não teve cara de depoimento. Virou pré livro. Ela me inspira crônicas, das 6 que lá estão, 4 se remetem diretamente a ela, uma tem inspiração pro final e a outra não.

O [-] que pegando está na verdade são fatores isolados, quase relacionados mas não.

Eles são:

A "quase guria":
Fazia um tempo que eu estava na minha. Então pras épocas do meu aniversário ela ressurge, cheia de scraps, mas nada a ver com sentimentalismos. E sim uma amizade como se nada tivesse acontecido, sabe? |"Ok, eu não machuquei seu coração te deixando seguro de nós, daí acabei. Meu, agora esquece isso que voce quase chamou de amor e vamos rir,pronto..olha aí como é fácil"| Como eu não sei responder nessas tão amigavelmente, de 20 scraps, devo ter respondido uns 4 ou 5. Pelas bordas sei que ela está em outra que não a minha, ou a do cara errado que ela curtia e pa e tal, mas sim outro. Ok, whatever, la chica es tan libre como un pásaro para hacer todo lo que quiera. Mas que é foda responder comentario de fotolog e me deparar com uma foto dela num vestido, linda e gostosa e sorrindo..ah isso é. Não tem, nem dá pra disfarçar, eu senti saudades e me odiei por me achar tão fácil, ou vulnerável e um tanto ainda burro. Me peguei imaginando que ia encontra-la, cantar uma ou outra música pra dizer a angústia de ser descartado na surpresa...mas fazer o que? Duvido que fosse conseguir dizer algo ao vivo, vingar meu ego ferido, tipo cena de videoclip. No máximo (sendo ainda bem otimista), iria parafrasear meu herói Julian Casablancas e mandar um your feelings were more important, of course e tchau. Não quero nada de odiar nem nada, mas manja (#paulistismos) quando nem tudo foi dito? Só pra dizer mesmo, deixar claro e pra lá.

A "guria inspiração" ou "guria dos sonhos":
Fui a curitiba, ganhei um dia da presença doce e linda e carinhosa dela, mas percebi que algo a incomodava o dia todo. Devia ser alguém, devia ser algo, e ela só não me contava. Apesar de manter isso na mente, o dia foi maravilhoso, definitivamente se a pudesse ter, esses problemas passados que me assombram de vez em quando nada seriam. O meu coração estaria em mãos seguras. Ela é linda demais, mesmo. Mas eu percebi que com a proximidade do ano do vestibular, as preocupações dela mudaram. É clara a decisão de mudar pra outra cidade, ir pra longe, viver a vida dela, sem muitos laços pra trás. NISSO, apesar de gostar de mim e eu desejar um dia (de verdade, com toda a sinceridade) pertencer a ela assim assim, nada interfere na decisão. Eu me vejo um bobo apaixonado, planejando juntar dinheiro e me lançar na cidade que ela pousar..vendo ela pensar na vida profissional, nos sonhos particulares e não estando incluso no plano.
Até mandei carta toda linda e cheia de floreios que ela curte e que eu curto mais dizer, e ela adorou,mas que não sabe responder. Eu imaginava, mas bem. Meu coração tem uma falha geográfica fenomenal. Eu já falei disso aqui, mas é bem isso. É algo como um arquivo de word normal aberto num mac, ou vice-versa. Até roda, mas tem incompatibilidades de fontes, alinhamentos, caracteres, etc. (#geekanalogies) Eu não atraio público paulista, e a guria que mais me faz sentir bem no MUNDO não tá tão assim pra mim. Está, reserva dia com antecedencia pra estar só comigo, mas enquanto eu sou sonhador e louco, ela é pé no chão, passo ante passo. Bem que podia rolar aquelas resoluções de cinema e uma hora ir trabalhar em Brasília ou POA e no fim ter gêmeas ruivas e uma casa bonita.

Resoluções presentes de curto-médio-longo prazo:
Eu fiz 25 anos. Hora mais que passada de viver como homem, ganhar meu proprio dinheiro e bancar a maioria das minhas coisas. Estou no trampo, a guria da bancada do conselho Jedi (como eu chamo o pessoal que manda os jobs e tal) é mais nova que eu, mora sozinha, tem carro, se banca e é isso aí. Eu, ganhei half/estagiario e agora como em lugares baratos pra sobrar grana pra me tatuar. Me sinto ainda meio palha por começar SÓ agora, e mesmo assim não ter muita noção de como se faz, ou se devo ou não temer a tal reunião proposta pelo supervisor da equipe que eu estou, o diretor de criação e a mulher do R.H. amanhoje as dez.
Eu vou melhorar, mudar, me aprimorar e ser digno de um par.

O que eu queria:
As coisas podiam ser bem mais simples. Eu podia ja tar trabalhando ha mais tempo nessas coisas que eu gosto, sabendo mais como se trabalha, com a certeza de que a guria que eu gosto gosta de mim e que acredita no meu sonho de parar onde ela parar e que isso vai dar certo.
Mas a realidade é cruel e por vezes me dá a rasteira nesses meus sonhos.

Só que eu sou por natureza um sonhador, um romântico, idealizador e teimoso.
E eu aprendi com a minha cunhada Yza a nunca desistir. Nunca. Então assim sigo, acreditando e sonhando e insistindo. Até que uma hora dá.

Domingo, Outubro 25, 2009

Akatsuki [-]

Eu tenho que ser mais amigo do óbvio.
Juro, porque resolveria muita coisa muito mais rápido do que pelo método que eu sempre usei de perceber as coisas por outros ângulos. Conversando ontem com uma amiga muito sensível a coisas do coração, entendi tudo que tinha me passado , ao olhar da mais óbvia constatação do óbvio ululante.

A solução do caso é simples assim: não adianta se enfiar num coração, assim, à força. Não dá, coração é um território que respeita muito (MESMO, e mesmo que esteja completamente errado) o "dono". Eu devia ou ter esperado a moda do cara lá passar (o que ia levar um boom tempo, visto que até agora nada mudou) ou não ter crido tanto no meu taco.

Eu não sou superman, não sou assim tão maravilhoso a ponto de ter o poder de curar um coração machucado. Nem com toda a minha atenção, zelo e dedicação, só não funciona assim. Eu acabei entendendo errado as palavras de socorro do coração dela, cansado de sofrer pela mesma coisa, tentando ATÉ trocar uma dor por algo incerto: eu. E como foi bom, e provavelmente aqueles sentimentos de carinho não apareciam ha muito, as palavras urgiram em sair, e deu-se toda a merda então quando a dor antiga não passou após dias sem o cuidado da novidade.


Agora faz muito sentido. E eu só não posso culpá-la, só torcer pra que ela não sofra mais por isso. Porque o que eu vi ali foi lindo, mas acostumado a dor, e é difícil largar o osso. Sempre.

Faz sentido, mas não me faz carnaval.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

É de lágrima [ - ]

Estou cansado.
Assim, fisicamente cansado mesmo, não é sentido figurado pra saco cheio. Rendido após um dia de atividades intensas em uma agência, com direito a jobs chegando 3 minutos pro horário extra limite e eu ainda fazendo, claro - eficiência is the name of the game se você quer crescer. E me sinto bem por isso.

Esse tempo de agência tem abstraido a minha mente dos meus problemas antigos - o que é ótimo - mas ontem eu tive uma contemplação infeliz de um deles. Depois de uma festa bacana, que reunia uns bons amigos e pessoas do Twitter , conheci pessoalmente uma guria amiga do meu quase amor. É, o supracitado, o supercitado, o chorado, o pensado, o analisado, questionado, a grande reticência da minha vida.

Aquele mesmo.

Essa amiga é super querida. Super bonita, simpática e emotiva. Fácil de se gostar a uma primeira conversa, e era amiga de infância de outro amigo meu que me levou até lá (e que causou certo frisson na hora das fotos, foi sensacional, haha). Tudo conspirava para o assunto que eu não queria tocar - meu quase amor - mas até o fim do evento e a ida ao carro, nada havia acontecido. Só que a previsão estava super segura do resultado esperado, tinha TU-DO pra cair no tema menos hora mais hora.

Então eu relaxei, baixei a guarda e aproveitei o papo durante o trajeto da casa dela.

Eis que dada hora, a guria mencionou com uma voz triste que tinha levado um bolo pela segunda e definitiva vez - e eu me perguntei (mentalmente e até secar) por que alguém faria isso com alguém como ela. Tá que eu mal conhecia, mas virtualmente e ali do momento, podia se ter uma noção, uma boa. Ok - e ao som de High and Dry, a alma dela se derramou no carro. Ela urgiu em trocar a rádio, não se conteve, e dividiu lágrimas curtas e nervosas. Foi triste, mas fiquei ali, no banco de trás, compreendendo tudo caladinho, seguro e fora de alcance de algo parecido (mas claro, só a ver com a parte do nervoso horrível que dá quando você ouve uma trilha de uma experiência atordoante). Aí, quando me preocupava com um coração alheio, o meu acabou exposto e foi atingido.

Ela perguntou se eu conhecia a quase-amor, porque esses dias ela tinha ido na casa dela dar uma força e bribribribri. Só consegui grunhir um "Ah...conheço, é, sim.." qualquer, pois foi o que passou do nó na minha garganta seca. "-Fuck!" Eu tinha pensado que isso podia ser evitado - o assunto deixado de lado, afinal estavamos tão perto da casa da guria! - mas não. Minha ferida, a deixada bem de canto, foi mexida, a casquinha que o tempo de trabalho e a ocupação mental e física haviam criado em cima dela foi arrancada no átimo da menção de um nome curto. Me calei. Ela não teve culpa - afinal foi mencionar uma boa amiga tipos em comum e que morava muy provavelmente nas minhas proximidades - a palavra feriu só quando entrou no meu sistema e ele acusou algo estranho.
A guria foi entregue em casa. Desengonçada e distraídamente me despedi dela e sentei de volta. Meu amigo me entendeu , ligou de novo o rádio e seguiu sem falar muito até em casa.

Foi uma merda reconhecer que uma lembrança assim ainda me dói. Não que eu a ame ainda, mas é que a ferida tinha sido esquecida, e quando ela foi mexida, apareceu e sangrou de novo. Ela me lembrou que ainda está lá.
Nessas horas eu sinto falta de certas coisas da minha infância, como a minha varanda e meu cachorro. Eu ficava triste, saia do meu quarto, sentava entre ele e a varanda, meu cachorro vinha - provavelmente já sentindo meu penar - e colocava a cabeça dele no meu colo. Ficava ali, me olhando não de frente, esperando minhas lágrimas caírem para lambe-las, enquanto eu fitava a lua entre as nuvens da noite e pensava. Me faz falta tudo. A varanda, o cachorro, a lua e as lágrimas. Mas o céu de sampa não se compadece.

E assim eu sigo. Reconhecendo que não sou assim tão forte ou inabalável quanto eu pensei que tinha me tornado depois desse tempo todo.

Apesar de tudo não a odeio. Mesmo. Não falo mal, não acho errado que ela exista, pra ninguém. Foi um algo muito bom, mas tipo...foi. De um jeito todo particular.

Apenas seja minha última consideração quanto a isso:


"Só levo a saudade, morena....é tudo que vale a pena.."

I'll be just fine.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Maybe I´m tired [-]

Dia 01 do novo trabalho. Acordei cedo, super feliz e ansioso pra ver o que eu faria, quanto ganharia, quanto trabalharia, onde seria meu computador. Levantei, tomei banho, verifiquei meu email enquantro devorava sem olhar a caixa de Fruit Loops. Aí o primeiro sinal do caos.

Um email com um arquivo de um contrato pra assinar, que meu pai mandou. Eu já passei maus bocados por conta dessas coisas caóticas, então li três vezes e me piquei. Tem muita coisa que há de dar uma certa merda em um curtíssimo prazo, então mandei pra minha mãe e com ela falei.


Foi o início da manhã fatídica.


Gastei TEMPOS com minha mãe no telefone, fui interrompido por outra ligaão do meu pai perguntando do arquivo, se eu assinei e enviei, comidas por conta do meu "não vou assinar aquilo naquelas condições", mais estress, acesso de pânico no ônibus, mil pessoas me olhando. Escrevi assim, porque foi a intensidade com a qual as coisas foram vindo e me lotando.

Não dá mais isso. Era pra ser um dia especial, superbom, eu indo animado e antes do horario pro trabalho e de repente aquela novela que estava em standby desde começo de agosto me toma de assalto a paz.

Eu quero subir nesse emprego, quero ganhar bem bem uma hora. Começo sustentando meus pequenos vícios e vou subindo de sustentação, até caminhas pelas minhas próprias pernas. E a motivação? Nem pra ter controle da minha vida, o fator principal é não participar mais dessa batalha entre meus pais. Acaba com a minha alma.
Mas Deus cuida de mim. Me deu essa oportunidade de começar a vida, e eu vou fazer valer essa confiança.